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O Barbeiro de Cedilha

A barba na óptica do utilizador

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Convenções para que vos quero

na óptica do utilizador, 31.03.23

São convenções que tentam apenas encaixar um determinado estilo de barba numa categoria e as diferenças podem ser subtis. O ideal é não nos cingirmos ou apertarmos em demasia numa destas designações.

Cada barba cresce como quer e pode e é sempre um erro cair na armadilha do “estilo” pré-definido que não reflete as caraterísticas descritas no “livrinho”.

O ideal é conhecer as diferenças, deixar a barba crescer e encontrar o estilo que nos agrada mais. Olhamos e vamos experimentando. Depressa encontraremos o que nos faz sentir melhor.

Vamos exemplificar como as diferenças de estilo podem ser muito subtis e capazes de se misturarem de intersecionarm 

A BARBA VIKING

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Os Vikings tinham o maior respeito e cuidado com as barbas a que dedicavam um culto marcado por festividades e rituais sazonais.  

São comuns e “epicamente” documentados os adornos extraordinários que fazem das suas barbas mostruários, não só de bugigangas, mas de joias (anéis sobretudo) específicas e tranças das mais variadas formas.

No geral, é uma barba mais aparada nas laterais e bastante comprida na região do queixo.

É muito parecida com o estilo Ducktail que também é mais rente nas laterais e que tem a parte do queixo mais comprido como se fosse um rabo de um pato. Na barba Viking a parte do queixo pode ser mais longa.

 

A BARBA LENHADOR

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A mais clássica. Uma barba cheia desde as laterais, descendo em linha recta na mandíbula.

A lenhador pode ter muitas variações: desde um estilo mais natural, seguindo o formato do rosto até um desenho mais quadrado, com linhas bem rectas e bem desenhadas, ou mais arredondada no queixo.

A BARBA GARIBALDI

Inspirada em um dos líderes da Revolução Farroupilha: o italiano Giuseppe Garibaldi.

É uma barba bem cheia principalmente na região inferior da mandíbula, no queixo, e com um bigode bem proeminente, comprido e volumoso.

Tem um ar mais solto, não é tão desenhada e geralmente a parte toda abaixo do queixo fica bem cheia e arredondada, sem formar linhas retas.

É o oposto de uma barba espartana, por exemplo, que tem o queixo bem pontiagudo.

Pode ter um aspeto ligeiramente meio desleixado, mas dá um trabalho redobrado pra manter perfeita.  

 

Seja como for, nunca te esqueças que no fim da história não é uma barba Viking, ou Espartana, ou Garibaldi que tens. É apenas a TUA.

 

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LX Factory

na óptica do utilizador, 30.03.23

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A LX Factory é um dos hubspots criativos mais interessantes de Lisboa. O espaço foi criado usando parte da área de uma antiga fábrica de tecidos na Zona de Alcântara e é poiso obrigatório de todo o turista que se preze que não pode deixar de dar uma volta pela LX Factory, tomar um café e comer uns pastéis de nata, visitar a imensa livraria lá sediada, beber uns quantos copos no restaurante Rio Maravilha (uma homenagem à Cidade Maravilhosa e ao Rio Tejo) ou assistir a um show no final de tarde com umas boas "imperiais" embutidas.

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A decoração do lugar é rica em detalhes, como se estivessemos dentro de um filme do Tim Burton, uma espécie de "Fantástica Fábrica de Chocolate" para barbudos (o chocolate é trocado por cerveja).

Fomos lá algumas vezes (faz algum tempo) e recomendo o Bruno BH para um tratamento 100% profissional. Brasileiro, paulista, Bruno trabalhou por muitos anos na Cavallera antes de decidir viajar com a família para Lisboa e é um dos poucos barbeiros que faz uma bela "escova" na barba, para além de ser um ótimo conversador.

O corte de barba custava, na altura, em média 25 euros.

Numa escala de 0 a 10 atribuímos um 8. 

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Câmara ou Câmera

na óptica do utilizador, 01.03.23

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"Certa vez, o grande imperador chinês Qianlong ficou fascinado pela arte da fotografia. Ficou particularmente encantado com a complexidade das máquinas fotográficas e as belas imagens que elas produziram. O seu profundo facínio levou-a a  ordenar aos seus melhores artesãos que criassem uma câmara (ou câmera, como desejar ser retratado) feita inteiramente de porcelana.

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Os artesãos trabalharam incansavelmente para criar uma obra-prima que agradasse ao imperador. Criaram cuidadosamente cada peça à mão, usando a mais fina argila de caulim e os designs mais delicados. Quando a câmara foi concluída, era belíssima. A porcelana azul e branca brilhava na luz, e os intrincados desenhos e detalhes eram realmente de tirar o fôlego.

O imperador ficou encantado com a câmara que imediatamente ordenou ao fotógrafo da corte que a usasse para tirar retratos, a ele e à sua corte. As imagens resultantes foram impressionantes e o imperador ficou tão satisfeito que ordenou que fossem feitas várias outras para os fotógrafos da corte. As câmaras de porcelana tornaram-se um símbolo do amor do imperador pela fotografia e sua admiração pelos artesãos que as criaram.”

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